Domingo 13 Setembro 2026 — Ângelus dominical na Praça de São Pedro
12:00
Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano
📖 Ângelus
Recitação do Ângelus dominical
📍 Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano
Ao meio-dia o Papa Leão XIV surge à janela do gabinete do Palácio Apostólico para guiar a recitação do Ângelus com os fiéis e os peregrinos presentes na Praça de São Pedro. Comentando o Evangelho do XXIV Domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35), o Papa dedica a reflexão ao tema do perdão «sem medida»: recordando a pergunta de Pedro a Jesus sobre quantas vezes perdoar o irmão e a resposta «até setenta vezes sete», sublinha que «a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência» e que «o perdão é indispensável: se faltar, não se pode viver em paz». Cita o exemplo de São Pedro, perdoado por Jesus ressuscitado à beira do lago com a simples pergunta «tu amas-me?», e pede à Virgem Maria que ajude a perdoar sempre, «mesmo quando é difícil dar o primeiro passo». No final da oração mariana o Pontífice recorda que dois dias antes se assinalou o 25.º aniversário dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, renova a oração pelas vítimas e convida todos a rezar pela paz no mundo. Seguem-se as saudações aos grupos de peregrinos presentes, entre os quais fiéis de São Paulo do Brasil, da Associação Religiosa Jesus Nazareno Cautivo de Roma, do Oratório Salesiano de Chieri, de Dolianova, na Sardenha, de Assis pela Via de São Francisco, da «Família de Belluno» com a Escola Fainors de Erechim, no Brasil, e dos motociclistas reunidos para se manifestar a favor da paz e da vida. É o primeiro compromisso público após uma semana de conferências de imprensa e audiências no Vaticano e precede, na segunda-feira 14 de setembro, dia do 71.º aniversário do Papa, a visita à Biblioteca Apostólica Vaticana para a inauguração da exposição «AQVA».
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo! Hoje, o Evangelho fala-nos de um valor fundamental da vida cristã: o perdão. Jesus ensinou-o e testemunhou-o até à cruz, onde rezou ao Pai pelos seus perseguidores com as palavras que todos conhecemos: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, o Evangelho (cf. Mt 18, 21-35) fala-nos de um valor fundamental da vida cristã: o perdão. Jesus ensinou-o e testemunhou-o até à cruz, onde rezou ao Pai pelos seus perseguidores com as palavras que todos conhecemos: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).
No trecho de hoje, Pedro questiona o Mestre precisamente sobre este tema: «Senhor — pergunta-lhe ele —, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» (Mt 18, 21). As suas palavras revelam um coração generoso: com efeito, o número sete na Bíblia simboliza a plenitude, e "perdoar sete vezes" significa perdoar com grande generosidade. A resposta de Jesus, porém, vai além: «Não te digo até sete vezes — afirma Ele —, mas até setenta vezes sete» (v. 22), ou seja, além de qualquer limite, sem medida.
E para esclarecer melhor o seu pensamento, o Salvador conta a parábola de um servo que tinha, para com o seu senhor, uma dívida tão grande que era praticamente impossível de saldar. Tendo obtido a remissão por pura misericórdia, não tinha demonstrado, no entanto, a mesma piedade para com um dos seus companheiros e, por isso, foi repreendido e severamente castigado (vv. 23-30).
Com estas palavras, Jesus lembra-nos que a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência. Tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode dizer-se perfeito na forma como responde a tanta bondade. Por isso, a gratuidade – que é a fonte da nossa própria vida – é também a melhor regra para a nossa convivência. Experimentamo-lo todos os dias. O perdão é indispensável e, se faltar, não se pode viver em paz: mais cedo ou mais tarde, no coração e entre as pessoas, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras.
Só o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo ali onde a pobreza material e moral do homem, por um momento, tornou o horizonte sombrio e o caminho incerto. O perdão, como um vento favorável, afasta até as nuvens mais densas, até que o sol volte a brilhar. O próprio São Pedro experimentou-o várias vezes na sua vida; em particular quando, depois de ter negado e abandonado Jesus durante a Paixão, ao encontrá-Lo ressuscitado, à beira do lago, ouviu-Lhe ser dirigida uma única pergunta: «Simão […], tu amas-me?» (Jo 21, 15), acompanhada de um convite: «Segue-me!» (v. 19). Tal como no início, no dia do seu primeiro encontro, como se quase nada tivesse acontecido. E esta caridade, que esquece e cura, marcará, para o primeiro dos Apóstolos, a confirmação da sua missão.
Peçamos, então, à Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, que nos ajude a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo, e a difundir, com coragem e perseverança, a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor.
Queridos irmãos e irmãs! Há dois dias, recordou-se o vigésimo quinto aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Renovo as minhas orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico. Numa altura em que os conflitos e a violência afligem tantos dos nossos irmãos e irmãs, convido todos a rezarem para que o Senhor conceda ao mundo o dom da sua paz.
A recordação do trágico acontecimento de há vinte e cinco anos leva-nos a renovar o nosso empenho pela paz, sobretudo através da oração, que confiamos à intercessão da Virgem Maria.
E agora saúdo com carinho todos vós, romanos e peregrinos!
Dou as boas-vindas aos grupos vindos de São Paulo, no Brasil, e aos de vários outros países.
Saúdo os membros da Associação Religiosa Jesus Nazareno Cautivo residentes em Roma, o grupo do Oratório Salesiano de Chieri, os fiéis de Dolianova, na Sardenha, e os peregrinos vindos de Assis pela Via de São Francisco.
Saúdo a "Família de Belluno" com a Escola Fainors de Erechim, no Brasil; bem como os motociclistas reunidos para manifestar-se a favor da paz e da vida.
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