Segunda 28 Setembro 2026 — Santa Missa em Metz e conclusão da viagem à França
16:00
Catedral de Saint-Étienne, Metz, França
⛪ Santa Missa
Santa Missa na Catedral de Metz
📍 Catedral de Saint-Étienne, Metz, França
Na tarde da última etapa da viagem apostólica, o Papa Leão XIV preside a Santa Missa na Catedral de Saint-Étienne em Metz, encerrando sua quinta viagem internacional, sob o lema "Para que o mundo tenha vida". A catedral, com capacidade para cerca de 2.000 fiéis, é conhecida como a "lanterna do bom Deus" por causa dos vitrais que cobrem 6.500 m²; para quem ficar do lado de fora, são instalados telões na Place de la République e perto do Centre Pompidou-Metz. O bispo de Metz, dom Philippe Ballot, recordou que a diocese viveu três guerras e duas anexações com a Alemanha (1870-1918 e 1940-1945), destacando que a reconciliação franco-alemã demonstra que "a paz é sempre possível, mesmo onde há guerra". A Missa, acompanhada por cerca de 35.000 fieis entre a catedral e as ruas vizinhas segundo as autoridades locais, conta com a presenca do presidente frances Emmanuel Macron e da esposa Brigitte. Na homilia, o Papa recorda a contribuicao do monaquismo e da Regra dos Conegos de Sao Crodegango na construcao dos "fundamentos morais do mundo em que vivemos" - do carater sagrado e inviolavel da vida ao cuidado com os pobres e o estrangeiro - e, referindo-se aos vitrais da catedral enriquecidos por Marc Chagall, afirma que "o futuro da Europa nao reside na uniformidade, mas na harmonia das diferencas, onde a ferida do passado se torna uma fresta por onde a luz pode entrar". Recorda a comunidade de Metz, marcada por tres guerras e duas anexacoes alemas, que "nao e verdade que quem se vinga e mais forte do que quem perdoa".
É com grande alegria que presido a esta Eucaristia, durante a qual confiamos ao Senhor o caminho da Comunidade diocesana de Metz e o de toda a Europa. Nesta terra histórica do Mosela, que nunca deixou de ser um ponto de encontro de povos e que foi uma fronteira dolorosa na Europa, a promessa de Deus ressoa hoje com uma for
Queridos irmãos e irmãs,
É com grande alegria que presido a esta Eucaristia, durante a qual confiamos ao Senhor o caminho da Comunidade diocesana de Metz e o de toda a Europa. Nesta terra histórica do Mosela, que nunca deixou de ser um ponto de encontro de povos e que foi uma fronteira dolorosa na Europa, a promessa de Deus ressoa hoje com uma força singular.
Na primeira leitura (cf. Is 32, 15-18), o profeta Isaías fala da vinda do Reino de Deus em termos de direito, justiça e paz. Recorre a três imagens: o deserto, o jardim e a casa.
No deserto, lugar de sobriedade e silêncio, instaura-se o direito, ou seja, a lei que ajuda o homem a avançar no caminho do bem. Esta imagem austera recorda-nos a importância do essencial e da simplicidade, que nos permitem atribuir o justo valor às coisas, formando-nos, ao mesmo tempo, para a renúncia e o sacrifício.
A segunda imagem é a do jardim, onde reina a justiça. Se o deserto é o lugar do essencial, o jardim é o lugar da beleza. Ali há água, as sementes brotam, os rebentos despontam e as flores desabrocham, cada uma com a sua graça particular. Este é o efeito de uma vida reta, que permite à pessoa realizar-se plenamente, aderindo em liberdade aos desígnios do Senhor.
A terceira imagem é a da casa, lugar de paz. Note-se que, se o deserto e o jardim são ambientes em que prevalece a ação de Deus, que faz germinar e crescer, a construção de uma casa requer, por outro lado, um contributo mais direto e importante por parte do homem, com emprego de forças e competências, através dum esforço comum: um autêntico “trabalho de construção”. Assim, a paz, que é um dom de Deus, exige uma resposta por parte dos homens, num esforço partilhado. Aliás, mais do que uma simples construção de pedras, a casa é um lugar de presença humana e de amor. Neste sentido, a Palavra profética recorda-nos que, num mundo marcado pelos limites, a concórdia só se constrói na caridade, que sabe partilhar alegrias e dores, encorajar e perdoar, sem cálculos nem limites, tal como numa família.
Também o Evangelho que acabámos de ouvir nos fala disso (cf. Mt 5, 38-48). Enquanto hoje, a vários níveis, assistimos no mundo a tanta violência, manipulação e arrogância, Jesus ensina-nos como transformar o deserto num oásis, como plantar jardins e construir casas. Ele indica-nos o caminho que passa pelo perdão, pela misericórdia e pela magnanimidade. «Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas» (Mt 5, 39-41).
Para alguns, estas palavras podem parecer um sinal de fraqueza, ou talvez uma rendição diante do mal; mas, na verdade, não é assim. Olhemos profundamente para dentro de nós mesmos e olhemos à nossa volta: o que produz, no mundo e em nós próprios, atitudes como a vingança, a retaliação e a rejeição? E as relações e os sistemas permeados pelas lógicas impiedosas que derivam destas atitudes qual futuro deixam entrever para a humanidade? Vós, que sois os filhos desta terra, dilacerada no passado por conflitos fratricidas, sabeis bem que não é verdade que quem se vinga é mais forte do que quem perdoa. Não é verdade que quem não cede é mais forte do que quem procura a reconciliação. Não é verdade que quem se vai embora batendo a porta é mais forte do que quem se esforça por caminhar em conjunto.
Metz e o Mosela mostram ao mundo inteiro que a reconciliação só é possível quando se tem a coragem de quebrar a cadeia do ressentimento. É preciso força e grande equilíbrio para não se deixar oprimir pelo mal, sobretudo quando as feridas sofridas são profundas. Mas, perante a injustiça, o único caminho de salvação para o homem é o amor que cuida do outro e que procura dar confiança independentemente das circunstâncias, mesmo perante os comportamentos mais difíceis de aceitar (cf. Mt 5, 42). Assim, a lei, a justiça e a paz são etapas de um caminho de conversão que, de pessoal, se torna cada vez mais comunitário, em prol de uma civilização capaz de respeitar o homem e o seu Criador.
Não é por acaso que Santo Agostinho define a paz da cidade celeste como uma comunhão harmoniosa, na qual os homens se regozijam em Deus e, n’Ele, uns nos outros (cf. Santo Agostinho, De civitate Dei, XIX, 13.1). Ele fala também da paz entre os homens como do fruto de uma “tranquillitas ordinis”, na qual cada um reconhece e respeita no outro uma dignidade e um papel únicos e sagrados.
Convém recordar, aqui em Metz, que são precisamente estes os valores sobre os quais se construiu, ao longo dos séculos, a Europa que conhecemos, com o seu património espiritual e moral, ainda antes do económico e político. Com emoção, São João Paulo II gostava de recordar que ela tem as suas raízes na vida e na obra de homens e mulheres que viveram, pregaram e partilharam os ensinamentos do Evangelho (cf. Acto Europeísta em Santiago de Compostela, 9 de novembro de 1982). São testemunho disso o grande contributo espiritual, cultural e até agrícola e artesanal que o monaquismo deu à história do Continente, bem como a obra de santos como o grande Crodegango, Pastor incansável desta comunidade, que precisamente aqui, na Regra dos cónegos, deu uma forma visível à comunhão eclesial.
Daí foram-nos transmitidos os fundamentos morais do mundo em que vivemos: princípios como a primazia da pessoa e o caráter sagrado e inviolável da vida humana, em todas as suas fases e em todas as circunstâncias; a defesa da liberdade dos indivíduos; a importância primordial da família como fundamento da sociedade; a atenção aos pobres e mais necessitados; o acolhimento do estrangeiro e o respeito pelos idosos.
A vossa Igreja local, que preserva a herança única de um diálogo fecundo entre a sociedade civil e a fé, em virtude do seu status particular, tem a responsabilidade de ser um laboratório vivo desta fidelidade. Manter-se fiel a estes pilares não foi fácil, nem sequer para aqueles que nos precederam. No entanto, com coerência e perseverança, os nossos antepassados deixaram-no-los como um tesouro, para o transmitirmos, por nossa vez, às gerações futuras, enriquecido pela nossa experiência, pelo valor dos nossos esforços e das nossas histórias.
A magnífica Catedral desta cidade, onde nos encontramos, ilustra muito bem tudo isto: é conhecida como Lanterne du Bon Dieu devido aos seus 6.500 metros quadrados de vitrais com representações históricas. Parece que os construtores quiseram reduzir ao mínimo as paredes, que, no entanto, permanecem sólidas, para que a luz pudesse chegar em abundância aos fiéis. Quem entra nela vê-se assim imerso numa riquíssima “biblia pauperum”, fonte de oração e meditação, através dos reflexos de mil cores. E neste lugar de luz, o esplendor dos vitrais foi recentemente enriquecido pela genialidade de Marc Chagall. As obras deste grande pintor judeu, incorporadas nas paredes da Catedral, transformam a Lanterne du Bon Dieu num extraordinário símbolo ecuménico e de diálogo inter-religioso. Esta Catedral diz-nos que a luz do Senhor não apaga as especificidades, mas une histórias e culturas diversas num único e maravilhoso mosaico de paz, necessário à nossa época, dilacerada por novas divisões e novos conflitos. Ao contemplarmos estes vitrais, aprendemos que o futuro da Europa não reside na uniformidade, mas na harmonia das diferenças, onde a ferida do passado se torna uma fresta por onde a luz pode entrar.
Nisto reside um símbolo da nossa identidade como Igreja. Também nós utilizamos estruturas que só fazem sentido na medida em que nos ajudam a levar ao mundo a luz do Evangelho. Sem estes vitrais, as janelas da Catedral de Saint-Étienne não passariam de espaços inundados por uma luz ofuscante. Com os vitrais, tornam-se livros que nos reúnem para recordar histórias maravilhosas, cheias de heroísmo, bondade, misericórdia, amor e beleza moral, das quais, também nós, devemos ser testemunhas generosas e corajosas.
Com gratidão e confiança, no final da minha viagem à França, partilho convosco este desejo para a vossa comunidade de Metz, chamada hoje, mais do que nunca, a ser um farol de esperança para este país, para a Europa e para o mundo, confiando-a às orações da Virgem Maria e dos vossos santos padroeiros.
Esta Santa Missa é o último encontro público da minha visita à França. Celebrei-a, por isso, com um vivo sentimento de gratidão ao Senhor, e desejo também expressar o meu reconhecimento a todos aqueles que a tornaram possível com o seu empenho.
Agradeço ao senhor Presidente da República e às várias autoridades civis que o
Queridos irmãos e irmãs,
Esta Santa Missa é o último encontro público da minha visita à França. Celebrei-a, por isso, com um vivo sentimento de gratidão ao Senhor, e desejo também expressar o meu reconhecimento a todos aqueles que a tornaram possível com o seu empenho.
Agradeço ao senhor Presidente da República e às várias autoridades civis que organizaram a receção em Paris, em Lourdes e aqui em Metz. Renovo com afeto o meu agradecimento à Presidência da Conferência Episcopal e aos bispos mais envolvidos e, com eles, aos presbíteros, diáconos, consagrados, fiéis leigos, bem como a todos os voluntários que colaboraram. Obrigado a todos!
Caros amigos, continuemos a caminhar juntos, unidos na Santa Mãe Igreja, para a glória de Deus e para o serviço do seu Reino de amor, justiça e paz. Muito obrigado! paz.
📍 Centro de Congressos "Robert Schuman", Metz, França
Após a transferência matinal de Lourdes para Metz (partida às 7h40, chegada a Metz-Nancy-Lorraine às 9h20), o Papa Leão XIV participa de um encontro inter-religioso no Centro de Congressos "Robert Schuman", com representantes das diferentes confissões presentes na França. No discurso, o Papa afirma que "invocar o nome de Deus para legitimar a violencia ou a opressao configura uma profanacao desse nome" e que "o discurso religioso deve exortar constantemente ao desarmamento dos coracoes e das palavras", indicando nas religioes as "guardias da vida" e um ponto de referencia solido para os jovens.
🎥 Vídeos
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A chegada do Papa a Metz e a recepção das autoridades locais
📷 Fotos
O Papa Leao XIV com representantes das diferentes tradicoes religiosas no Centro de Congressos Robert Schuman
Encontro inter-religioso no Centro de Congressos "Robert Schuman"
Queridos irmãos e irmãs,
queridos amigos representantes das diferentes tradições religiosas,
É com profunda alegria, mas também com um vivo sentimento de responsabilidade espiritual, que me encontro hoje entre vós, em Metz, cidade de fronteiras e de passagens, no Centro de Congressos que tem o nome de Robert Schuman, um dos pais fundadores da Uniã
Queridos irmãos e irmãs,
queridos amigos representantes das diferentes tradições religiosas,
É com profunda alegria, mas também com um vivo sentimento de responsabilidade espiritual, que me encontro hoje entre vós, em Metz, cidade de fronteiras e de passagens, no Centro de Congressos que tem o nome de Robert Schuman, um dos pais fundadores da União Europeia. Este homem de fé e convicções soube transformar as antigas linhas de divisão em pontes de esperança para toda a Europa, tornando-se um verdadeiro embaixador da unidade na diversidade. Seguindo o seu exemplo, a nossa responsabilidade comum de mulheres e homens religiosos é a de testemunhar que, para além das fronteiras, é sempre possível encontrar-nos, estabelecer amizades e construir a paz.
Dialogar não diminui a nossa identidade, mas expressa-a com simplicidade e verdade, abrindo-nos à diferença do outro. Como dizia o meu predecessor, o Papa Francisco: «O diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. […] o objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz e harmonia» (Carta enc. Fratelli tutti, 271). Antes dele, o Papa João Paulo II considerava o diálogo como uma exigência intrínseca da própria natureza do homem (cf. Mensagem para o XXXIV Dia Mundial da Paz, 10, 1 de janeiro de 2001). O diálogo é, segundo Paul Ricœur, o caminho através do qual reconhecemos a alteridade como uma promessa e não como uma ameaça; situa-se no extremo oposto da agressividade e da violência e constitui uma arte do encontro.
Com efeito, invocar o nome de Deus para legitimar a violência ou a opressão configura uma profanação desse nome. Nada do que desfigura a dignidade humana pode reivindicar uma autêntica inspiração divina. O discurso religioso deve exortar constantemente ao desarmamento dos corações e das palavras. Isto implica a responsabilidade direta de cada um de nós, enquanto guardiães das nossas respectivas tradições.
Por outro lado, se a fecundidade das tradições religiosas se manifesta, acima de tudo, no seu serviço à paz e à fraternidade, ela expressa-se igualmente na sua capacidade de proteger, acompanhar e servir a vida. A grandeza de uma civilização não se mede pelos seus sucessos materiais, mas pela forma como acolhe, protege e eleva a pessoa humana. As religiões são guardiãs da vida; elas afirmam o seu valor sagrado. A sua fecundidade é demonstrada pela presença amorosa junto das pessoas mais frágeis e vulneráveis. Servir a vida é rodeá-la de cuidados, presença e ternura, sobretudo nas provações, até ao fim. Nós, que estamos abertos à transcendência, temos como missão oferecer pontos de referência sólidos, em particular aos jovens, para construir uma comunhão que respeite e valorize a dignidade de toda a pessoa humana.
Queridos amigos, «a Igreja considera todos os que procuram sinceramente a verdade, a bondade e a beleza como companheiros de caminho» (Carta enc. Magnifica Humanitas, 23). Agradeço mais uma vez a vossa proximidade e presença. Que a bondade infinita de Deus e a sua sabedoria nos acompanhem e ensinem a viver cada vez mais como seus filhos e como irmãos e irmãs entre nós. E que assim possamos ser, onde quer que vivamos, artesãos de paz e testemunhas de uma esperança que não cessa de crescer no nosso mundo.
📍 Centro de Congressos "Robert Schuman", Metz, França
O Pontífice participa de um encontro dedicado às raízes cristãs da Europa, à paz e à unidade do continente, na cidade natal de Robert Schuman, um dos pais fundadores da União Europeia. Os convites, assinados pelo presidente francês Emmanuel Macron, foram enviados aos vinte e sete chefes de Estado e de governo dos países da União Europeia e às lideranças da UE; ao final do encontro são possíveis conversas bilaterais. Na delegação pontifícia figuram os cardeais Filippo Iannone, José Tolentino de Mendonça, Dominique Mamberti e George Jacob Koovakad (ausente o Secretário de Estado, card. Pietro Parolin, empenhado nos Estados Unidos). Segue-se um encontro com representantes de diferentes religiões, com a leitura de um apelo conjunto. Entre os participantes figura também uma delegação da Fraternité Européenne d'Étudiants Robert Schuman: um de seus membros, Axel Raynaud, sublinhou às vésperas do encontro que "a Europa não pode ser reduzida às suas instituições ou à sua economia: é um projeto de fraternidade". No discurso, o Papa adverte contra a "ilusao do rearmamento", denuncia que "as relacoes humanas e entre os Estados tornam-se cada vez mais barbaras" e aponta no direito internacional e no multilateralismo "o melhor antidoto contra a vontade de dominio". Aos jovens, pede que nao se submetam "a logica da violencia e da opressao" e que sejam "construtores de comunidade".
📷 Fotos
Os membros da Fraternité Européenne d'Étudiants dedicada a Robert Schuman
Leão XIV em Metz, cidade de fronteira e símbolo de amizade entre os povos
O Papa Leao XIV no encontro "Nas raizes da Europa" no Centro de Congressos Robert Schuman de Metz
O Papa com os chefes de Estado e de governo europeus presentes em Metz
Um momento do discurso de Leao XIV sobre as raizes cristas da Europa
Encontro "Nas raizes da Europa pela paz e a unidade"
Senhor Presidente,
Senhor Cardeal,
Distintas autoridades civis e religiosas,
Senhoras e Senhores,
Estou muito contente por me encontrar aqui, nesta cidade histórica, ponto de encontro no coração do continente, para um encontro com um título evocativo: Nas raízes da Europa pela paz e unidade. Agradeço pelas amáveis palavras que acabastes de me diri
Senhor Presidente,
Senhor Cardeal,
Distintas autoridades civis e religiosas,
Senhoras e Senhores,
Estou muito contente por me encontrar aqui, nesta cidade histórica, ponto de encontro no coração do continente, para um encontro com um título evocativo: Nas raízes da Europa pela paz e unidade. Agradeço pelas amáveis palavras que acabastes de me dirigir.
O título proposto inspira-se, sem dúvida alguma, na figura do Venerável Robert Schuman, a quem desejamos hoje prestar uma homenagem especial, neste centro que tem o seu nome; e, sobretudo, aqui no Mosela, onde ele viveu durante muito tempo e agora repousa, tendo sido, durante muitos anos, o seu representante na Assembleia Nacional. Foi desta região, com as suas vicissitudes nos séculos XIX e XX, que ele retirou a inspiração para ajudar a moldar a Europa de hoje e de amanhã através da sua célebre Declaração de 9 de maio de 1950. Este texto constitui, simultaneamente, o ponto de partida e de chegada do seu empenho na reconciliação e unidade do continente europeu que marcou toda a sua vida.
Hoje, com o pensamento, queremos realizar uma viagem que começa nas raízes da Europa para chegar ao seu presente e olhar para o futuro. Perguntamo-nos de que forma Robert Schuman foi moldado pela história desta terra, da qual era filho, e como contribuiu fundamentalmente para moldar a Europa moderna, a ponto de ser considerado como um “Pai fundador”.
É sempre muito difícil, tanto no presente como no passado, formular uma definição da Europa. A Europa foi tomando consciência de si própria gradualmente, ao longo dos períodos históricos da civilização helenística, do Império Romano e da difusão do cristianismo, integrando, com o passar do tempo, novas culturas – tais como as germânicas e eslavas, entre outras – até abranger regiões cada vez mais vastas.
Portanto, antes mesmo de ser uma realidade geográfica, a Europa entende-se como uma realidade cultural e histórica. Ao longo dos séculos, ela foi adquirindo novos contornos e definições, passando por períodos de crescimento, crises profundas e novos renascimentos. Uma constante que se pode notar no seu longo e conturbado percurso histórico é que a Europa floresceu e progrediu quando soube tirar partido dos aspectos positivos do seu passado e reapresentá-los sob formas novas e criativas, graças ao encontro com o outro. A civilização europeia é, com efeito, também fruto de encontros realizados ao longo dos séculos, mesmo que estes nem sempre tenham sido fáceis. Basta pensar na presença da cultura árabe na Península Ibérica ou na projeção do “Velho Continente” no “Novo Mundo”, que gerou, por vezes de forma dolorosa, novas sínteses no continente americano.
Contudo, para compreender esta longa história, não se pode deixar de mencionar outro Pai da Europa: São Bento, que São Paulo VI proclamou seu Padroeiro em 1964, definindo-o como «mensageiro da paz, construtor da união, mestre da civilização». [1] A ajuda aos pobres, aos doentes e aos idosos; a educação das crianças e as universidades; os hospitais e a medicina; a arquitetura e a engenharia; o desenvolvimento das ciências; o direito e a organização das cidades e dos próprios Estados: tantas áreas, na Europa, foram profundamente influenciadas por São Bento e pelos seus monges! Sem estes fundamentos monásticos, a civilização europeia tal como a conhecemos não existiria. Aqui em Metz, graças à obra de São Crodegango e de outros, respira-se um espírito beneditino de fraternidade, comunhão e partilha. Foi a partir daqui que o canto gregoriano se espalhou pelos territórios carolíngios, levando harmonia e beleza a todo o continente.
Desse modo, não é possível falar da Europa sem fazer referência ao cristianismo. O próprio Robert Schuman estava ciente disso quando afirmou: «O cristianismo ensinou a igualdade de natureza entre todos os homens, filhos do mesmo Deus, redimidos pelo mesmo Cristo, sem distinção de raça, cor, classe ou profissão. Fez reconhecer a dignidade do trabalho e a obrigação que todos têm de lhe estar sujeitos. Reconheceu o primado dos valores interiores que, por si sós, enobrecem o homem. A lei universal do amor e da caridade fez de cada homem o nosso próximo, e é nela que, desde então, assentam as relações sociais no mundo cristão». [2]
Outro Pai fundador da Europa contemporânea, Alcide De Gasperi, faz-lhe eco, colocando a ênfase na «herança europeia comum», [3] ou seja, «aquela moral unitária que exalta a figura e a responsabilidade da pessoa humana com o seu fermento de fraternidade evangélica, seu respeito pelo direito herdado dos antigos, seu culto da beleza refinado ao longo dos séculos e sua vontade de verdade e justiça aguçada por uma experiência milenar». [4]
Longe de ser um critério exclusivamente confessional, [5] a referência à dívida da cultura europeia para com o cristianismo permite compreender melhor até que ponto a abertura ao transcendente é sempre uma dimensão constitutiva da pessoa humana e uma fonte viva de civilização.
A este respeito, reveste-se de grande importância o artigo 17 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. Ele incentiva «um diálogo aberto, transparente e regular» com as Igrejas, sempre respeitando e sem prejudicar o «estatuto de que gozam» nos Estados-Membros. A laicidade que rege a vida dos Estados não implica apenas o caráter não confessional das instituições civis, mas pressupõe uma verdadeira colaboração entre as partes, bem como o respeito pela autonomia das Igrejas, a promoção da sua liberdade de organização, expressão e culto por parte das autoridades estatais e comunitárias.
Trata-se de recorrer à fonte dos valores que constituem o fundamento da convivência civil, ou seja, «os valores universais que são os direitos invioláveis e inalienáveis da pessoa humana, bem como a liberdade, a democracia, a igualdade e o Estado de direito» (Preâmbulo do Tratado da União Europeia).
No atual contexto multicultural, a afirmação da universalidade destes valores, essencial para a sua sobrevivência, passa também pela redescoberta das próprias raízes e pela abertura ao diálogo com o outro.
Trata-se de uma necessidade social e política a fim de que se redescubra o papel central da pessoa humana e se dê uma consistência real a palavras como liberdade, democracia, paz e unidade. Neste sentido, reveste-se de grande valor o convite do Papa Francisco a apreciar a complexidade da realidade europeia em toda a riqueza das suas tradições e sensibilidades, sublinhando «o desafio de uma harmonia construtiva, livre de hegemonias». [6]
Este duplo movimento de redescoberta e diálogo permitirá também restabelecer um adequado equilíbrio entre os próprios direitos, bem como entre direitos e deveres, pois – como o Papa Francisco sempre recordava – «ao conceito de direito já não se associa o conceito igualmente essencial e complementar de dever, acabando por afirmar-se os direitos do indivíduo sem ter em conta que cada ser humano está unido a um contexto social, onde os seus direitos e deveres estão ligados aos dos outros e ao bem comum da própria sociedade». [7]
Na verdade, a Europa contemporânea encontra-se diante de uma nova etapa da sua longa história de encontros, com a chegada ao continente de tantos homens e mulheres que fogem de zonas de guerra e perseguição ou que procuram uma vida melhor longe da pobreza e da miséria.
Como referi durante a minha recente visita às Ilhas Canárias, na Espanha: «A dignidade humana exige vias legais e seguras, resgate e assistência, cooperação concreta contra os traficantes, proteção efetiva às vítimas, processos sérios de acolhimento e integração, e políticas que permitam a cada pessoa viver com dignidade na sua própria terra» (Encontro com as organizações de recepção de migrantes).
No entanto, tudo isto ainda não seria suficiente: acolher uma pessoa significa integrá-la como se fosse da própria família, oferecendo-lhe a possibilidade de desenvolver os seus talentos, capacidades e sensibilidade, mas também de entrar no espírito da casa que a acolhe. É preciso compreender o alcance histórico do que está a acontecer, ou seja, um encontro sem precedentes entre povos e culturas, que apela a uma redescoberta criativa das nossas raízes e, ao mesmo tempo, a uma escuta atenta do outro. A universalidade dos valores basilares da Europa garante-nos que este diálogo é possível e que poderá proporcionar uma base sólida às nossas sociedades, permitindo-nos agir de forma mais eficaz em prol da paz e de um mundo reconciliado.
Foi precisamente esta lucidez que inspirou homens como Schuman a superar a oposição entre as identidades culturais e a dar vida às instituições europeias no final da terrível tragédia da Segunda Guerra Mundial, que revelou quão grande é o mal causado pelo homem quando acredita não encontrar obstáculos no exercício do seu poder.
Robert Schuman, que conheceu fronteiras em constante evolução, contribuiu para lançar as bases de uma Europa consciente da urgência de derrubar os muros que a dilaceravam. A sua formação cristã transmitiu-lhe o valor da igualdade, sem distinção de raça ou classe social, e ensinou-lhe a dignidade do trabalho. A sucessão de diversas soberanias nacionais incutiu-lhe a importância do direito internacional e o valor da palavra dada. Tendo crescido num contexto em que o orgulho e o espírito de vingança pareciam prevalecer, Schuman empenhou-se pela paz e fraternidade entre os povos que, após um longo período de confrontos entre si, reconheceram finalmente que precisavam uns dos outros.
Quais são, então, os ensinamentos de Robert Schuman para a Europa e o mundo atuais? Em primeiro lugar, um profundo desejo de paz. Infelizmente, mesmo na Europa hodierna, a guerra reapareceu: um novo «massacre inútil», [8] que todos os dias causa inúmeras vítimas civis. E ainda hoje, tal como em 1950, as palavras contidas na Declaração Schuman continuam atuais: «A contribuição que uma Europa organizada e dinâmica pode dar à civilização é indispensável para a manutenção de relações pacíficas». [9] É necessário empenhar-se num diálogo paciente, demonstrar coragem nas negociações e estar disposto a sacrificar algumas posições em prol do bem maior da paz.
Certamente, a busca pela paz na Europa, tal como no resto do mundo, não deve ser confundida com um irenismo ingénuo. Pelo contrário, as palavras de Schuman são mais atuais do que nunca: «A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criativos que estejam à altura dos perigos que a ameaçam». [10] Todavia, é preciso ter cuidado com a ilusão do rearmamento. «Não por acaso, os repetidos apelos para aumentar as despesas militares – e as escolhas que disso decorrem – são apresentados por muitos governantes com a justificativa da periculosidade alheia» ( Mensagem para o LIX Dia Mundial da Paz, 1 de janeiro de 2026). Promover a paz é uma tarefa ativa. Hoje, é preciso perguntar-nos se estamos realmente a envidar “esforços criativos” para promover a paz mundial ou se estamos simplesmente a tentar “conter a hemorragia da guerra” e a preparar-nos melhor para aquelas que presumimos que ainda estejam por vir.
A Europa, segundo Schuman, é um continente onde se prefere dialogar em vez de se recorrer às armas; onde os recursos são partilhados para garantir que «qualquer guerra […] se tornará não só impensável mas materialmente impossível». [11]
Ainda segundo Schuman, a Europa assenta no respeito pelo direito internacional que, ao contrário dos direitos nacionais, não pode ser imposto pela força de um Estado, mas se fundamenta no princípio universalmente reconhecido de que pacta sunt servanda. Este princípio é zelosamente preservado pela legislação específica desta região, que abrange também as relações entre o Estado e a Igreja Católica com base na Concordata de 1801 entre a Santa Sé e a França, ainda em vigor.
O direito internacional e o multilateralismo sublinham a igualdade efetiva dos Estados nas suas relações mútuas e constituem o melhor antídoto contra a vontade de dominar que está na origem de cada disputa. Hoje em dia, as relações humanas e as relações entre os Estados tornam-se cada vez mais bárbaras. O valor da palavra dada é desprezado; em vez disso, a mentira e o engano são motivos de orgulho. A Europa pode pôr fim a esta espiral graças ao respeito pelo outro que soube cultivar e preservar, pois demonstrou amplamente, nos últimos oitenta anos, que é possível fazer valer opiniões, reivindicações e interesses divergentes, procurando o diálogo em vez do confronto.
Schuman lembra-nos que é preciso demonstrar sempre realismo e coragem. Ele afirmava: «A Europa não se construirá de uma só vez, nem de acordo com um plano único. Construir-se-á através de realizações concretas que criarão, antes de mais, uma solidariedade de facto». [12] Não devemos nunca perder a confiança na nossa capacidade de progredir, mesmo que os passos dados sejam, por vezes, pequenos e quase imperceptíveis. A pretensão moderna de “querer tudo para ontem” não corresponde à história e cultura europeias que, pelo contrário, ensinam o valor do tempo e da paciência. É com pequenos passos que se pode dar vida a esta solidariedade concreta, que implica que ninguém se sinta abandonado ou esquecido.
Ao partilhar estas reflexões, penso, em primeiro lugar, nos jovens, chamados a construir a Europa de hoje e de amanhã. Como já observava Schuman: «Que esta ideia de uma Europa reconciliada, unida e forte se torne, a partir de agora, o lema das jovens gerações, desejosas de servir uma humanidade finalmente libertada do ódio e do medo, que reaprende, após demasiado tempo de divisões, a fraternidade cristã». [13]
Aos jovens digo: tende a coragem de viver com responsabilidade a missão de construir a paz no vosso coração, nas vossas relações, na vossa família, nas escolas e nas universidades, na vida das vossas cidades, dos vossos países e de toda a Europa.
Não vos submetais à lógica da violência e da opressão.
Amai a vida em cada momento e não tenhais medo do futuro!
Não tenhais medo de formar uma família, de ter filhos, de defender a dignidade de cada pessoa, do primeiro instante no seio da mãe ao último suspiro.
Não tenhais medo de trabalhar incansavelmente, também através do empenho político, em prol do bem das vossas comunidades.
Sede construtores de comunidade!
E, convosco, a Europa, solidamente enraizada, continuará a florescer e a inspirar o mundo inteiro.
Que Deus vos acompanhe nestas decisões e que abençoe e proteja toda a Europa!
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[1] S. Paulo VI, Carta ap. Pacis nuntius (24 de outubro de 1964): AAS 56 (1964), 965.
[2] R. Schuman, Pour l’Europe, Ginevra 2010 5, 57-58.
[3] Cf. A. De Gasperi, La nostra patria Europa. Discorso alla Conferenza Parlamentare Europea, 21 aprile 1954, in: Alcide De Gasperi e la politica internazionale, Roma 1990, vol. III, 437-440.
[4] Ibid.
[5] Cf. ibid.
[6] Francisco, Discurso ao Conselho da Europa (25 de novembro de 2014).
[7] Id., Discurso ao Parlamento Europeu (25 de novembro de 2014).
[8] Bento XV, Carta aos líderes dos povos beligerantes (1º de agosto de 1917): AAS 9 (1917), 423.
📍 Da Avenue Foch até a Place de la République e a Catedral, Metz, França
Das 14h30 às 15h00, o Papa Leão XIV atravessa o centro de Metz a bordo do papamóvel, por um trajeto que passa por Place Mondon, Avenue Robert Schuman, Place de la République, Rue Haute-Pierre, Rue du Juge-Pierre-Michel, Rue de la Garde, Quai Paul Vautrin e Place de Chambre, antes de chegar à Catedral de Saint-Étienne. Ao longo do trajeto o Papa para várias vezes para cumprimentar os fiéis, em particular para abençoar um grupo de crianças doentes. Na Place de la République é montada uma fan zone com telões para cerca de 15.000 pessoas; são esperadas entre 50.000 e 100.000 pessoas em Metz ao longo do dia. Cerca de 30.000-35.000 fieis reunem-se na praca da prefeitura, diante da catedral: o Papa recebe de presente uma raquete de tenis de epoca e assina o Livro de Honra da cidade com o desejo "Que a paz de Deus reine sempre na cidade de Metz e no coracao de todas as pessoas". Cumprimenta tambem alguns fieis com deficiencia e os coroinhas, entre eles o jovem Louis.
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Leao XIV cumprimenta os fieis do papamovel na praca da prefeitura de Metz
Ao final da Missa ocorre a cerimônia oficial de despedida da França. O Papa deixa Metz-Nancy-Lorraine às 19h33, com chegada a Roma/Fiumicino às 20h53, encerrando a viagem apostólica e sua quinta viagem internacional. O presidente Macron tambem participa da cerimonia, tendo reorganizado a sua agenda para estar presente tanto na Missa quanto na despedida, encerrando a quinta viagem internacional do Papa Leao XIV.
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Metz – Cerimônia de despedida, 28 de setembro de 2026 – Papa Leão XIV
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A cerimonia de despedida no aeroporto de Metz-Nancy-Lorraine
O Papa Leao XIV cumprimenta o presidente Macron antes da partida
📍 Aviao pontificio, voo Metz–Roma (Air France A321)
Durante o voo de regresso (decolagem de Metz-Nancy-Lorraine as 19h33, pouso em Fiumicino as 20h53), o Papa Leao XIV realiza a tradicional coletiva de imprensa com os 80 jornalistas que o acompanham, apresentada pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Se, Matteo Bruni. Respondendo em ingles e espanhol a seis perguntas, o Papa define os quatro dias na Franca como "literalmente cheios de bencaos", recordando em particular Lourdes e os cerca de 80.000 jovens no Stade de France. Sobre o conflito Russia-Ucrania afirma que os dois paises deveriam "vir, sentar-se, dialogar, procurar como resolver os problemas sem continuar estas guerras que ja nao fazem sentido", denunciando os que "estao a enriquecer muito com uma industria que promove a guerra" e recordando o empenho de dom Gallagher e do card. Zuppi pelo dialogo. Sobre os abusos na Igreja esclarece que prefere nao usar o termo "sistemico", embora reconheca responsabilidade no acompanhamento das vitimas. Sobre o fim de vida na Franca reitera que "o que e legal nao e necessariamente moral". Sobre a inteligencia artificial declara-se "relativamente otimista" mas nao "em modo panico", anunciando o empenho de uma comissao vaticana para que "a IA nao destrua a humanidade". Confirma por fim ter um convite para a Alemanha, ainda sem data definida.
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Coletiva de imprensa em voo do Papa no regresso da Franca, 28 de setembro de 2026
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O Papa a bordo do aviao durante o voo de regresso a Roma
Às 17h00, nos Jardins Vaticanos junto à Gruta de Lourdes, o Papa reza o Rosário com centenas de crianças (entre 700 e 1.000) de escolas e paróquias de Roma, na abertura da semana mundial de oração "Um milhão de crianças rezando o Rosário", promovida pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre.
📰 Coletiva de imprensa sobre o décimo aniversário de Amoris Laetitia
Às 11h30, na Sala de Imprensa da Santa Sé, é apresentado o Encontro "A dez anos de Amoris Laetitia: anunciar o Evangelho às famílias hoje", convocado pelo Papa Leão XIV no Vaticano de 7 a 14 de outubro.
📖 Encontro pelo décimo aniversário de Amoris Laetitia
Encontro no Vaticano (7-14 de outubro) convocado pelo Papa com os chefes das Igrejas orientais, os presidentes das Conferências Episcopais e diversas famílias.